Digitais de Deus!

Em busca da “cor física”


Você sabia que existe “cor física”? As cores que vemos dependem dos pigmentos que existem sobre os materiais, mas há um tipo de cor que depende de minúsculas estruturas fotônicas que alteram as cores, dependendo do ângulo de reflexão da luz. São essas estruturas que conferem a aparência metálica das asas das borboletas e da carapaça dos besouros, por exemplo. Depois de muito pesquisar, cientistas norte-americanos e espanhóis desenvolveram uma técnica capaz de imitar artificialmente essas estruturas biológicas impressionantes que têm precisão em nanoescala (muito pequena).

As técnicas disponíveis até agora para copiar bioestruturas são bastante limitadas porque utilizam materiais corrosivos e temperaturas elevadas, que destroem o molde original. Para criar o novo biomaterial, os pesquisadores usaram compostos de germânio, selênio e antimônio, aplicados com uma técnica que combina a evaporação termal com a rotação do substrato onde os compostos serão depositados. Na preparação do biomolde a partir do material natural, os pesquisadores utilizaram a imersão em uma solução de ácido ortofosfórico, a fim de dissolver a quitina, substância encontrada no exoesqueleto dos insetos e outros artrópodes.

Você achou complicada a fabricação dessa cor física? Pois é, exige muita inteligência e grande soma de dinheiro para copiar o original. Mas as borboletas dispõem dessa “tecnologia” desde sempre. Um Grande Cientista fez isso para elas.


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