Alimentando a Multidão | Células - Estudos



Mateus 14:14-21


14 E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos.
15 E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si.
16 Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer.
17 Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.
18 E ele disse: Trazei-mos aqui.
19 E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão.
20 E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias.
21 E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças.


Introdução:


Em Israel apenas 20% de sua extensão territorial é produtiva, o restante é região desértica imprópria para cultivo agrícola. Jesus conhecendo esta realidade, principalmente há cerca de 2000 anos atrás, onde não havia tecnologia de irrigação, nem as facilidades de transporte e importação de alimentos, se mostrou preocupado com a alimentação do seu povo. Sua preocupação era tão grande que mesmo depois de um dia intenso de trabalho, onde normalmente Ele deveria estar cansado, fadigado, chama seus discípulos e ordena que alimentem a multidão. Esta preocupação não parou por aí e em Apocalipse 3:20 Ele diz que está a porta e bate e se alguém ouvir e abrir a porta, Ele vai entrar e vai cear com este, ou seja, vai repartir a comida que Ele tem com quem não tem.
Como filhos do Rei, precisamos assimilar este conceito, repartir alimento que temos com quem não tem, precisamos por comida a mesa e alimentar a quem tem fome.

Em nossa cultura, há um adágio que diz: “farinha pouca meu pirão primeiro”. Muitos mesmo na liderança se movem por esta cultura equivocada. Precisamos mudar este conceito egoísta e pobre.
Um dia Jesus foi interrogado pelos discípulos de João sobre o porquê eles jejuavam e Seus discípulos não. Jesus respondeu que seus discípulos não jejuavam porque Ele estava com eles. Em outras palavras Jesus estava dizendo àqueles homens que Ele era rei e enquanto seus discípulos estivessem em sua companhia teriam fartura de alimento, não teriam necessidade.

Precisamos lançar mão deste conceito: eu estou com vocês comam a vontade, na minha casa há fartura.
Os doze mesmo andando ao lado de Jesus estavam com dificuldade de absorver esta idéia. Talvez por viverem numa nação que sofria com escassez de alimento ou principalmente por haver limites em suas almas.

Nossa missão é alimentar nossos discípulos com a preciosa Palavra de Deus, quando isto não esta sendo feito é por que há pelo menos três problemas na alma que deverão ser resolvidos:


1) Primeiro problema é a Indiferença
A indiferença é o oposto ao amor. É uma doença que impede que atos de bondade, atos de solidariedade sejam manifestos.
Os discípulos agiram com indiferença, quando pediram a Jesus que despedisse a multidão, naquele momento eles não se importaram com aqueles que certamente iriam desfalecer pelo caminho.
Certa feita, Jesus contou a parábola do Bom samaritano, e nesta parábola ele mostrou um homem descia de Jerusalém a Jericó foi tomado de assalto. Os salteadores lhe roubaram tudo e ainda o maltrataram lhe deixando ferido a beira do caminho.

Daí um sacerdote, aquele que prega a palavra da verdade, aquele que foi escolhido por Deus para levantar o caído, para amar as pessoas, para servir as pessoas, passou pelo homem caído e nada fez. Logo após o sacerdote, passou um levita, aquele que canta, toca, dança, aquele que responsável de levar o povo a presença de Deus, aquele que responsável de unir a noiva ao noivo, viu o homem caído e nada fez.
E nesta parábola Jesus apresenta o Bom Samaritano, um homem que mesmo não sendo judeu, mesmo não fazendo parte da elite religiosa de Israel, se importou com o caído e atando-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
Tanto o Levita quanto o sacerdote representam líderes que estão contaminados pela indiferença. Dia após dia estão passando pelos feridos, moribundos, mas não tomam uma iniciativa para mudar o quadro.
Já o Bom samaritano representa Jesus, que deixou este legado de Amor e Compaixão por vida para que eu e você também amassemos as pessoas como ele amou.
O amor, a compaixão o interesse pelo bem estar do próximo são atitudes que tem o poder de curar a indiferença.


2) Segundo problema é o Egoísmo
Jesus tem o interesse de alimentar o seu povo, e quer nos usar para este propósito, mas o egoísmo precisa ser vencido.
Segundo Wikipédia, o egoísmo é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona.

Jesus movido de íntima compaixão passou o dia inteiro ensinando a palavra, curando, mas ao chegar a tarde, seus discípulos o procuraram para dizer: “...despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si. Nós só temos cinco pães e dois peixes”. É como se dissessem: “o que temos dá mal para suprir nossas necessidades”.
Querido líder você foi chamado para alimentar a multidão e embora o conhecimento seja pouco, os recursos sejam poucos, quando erguemos nossos olhos ao céu e abençoamos o que temos tudo se multiplica. Se aos seus olhos teus conhecimentos são poucos, quase insuficientes até mesmo para suprir as suas próprias necessidades, ao invés de deixar que o egoísmo tome conta de sua vida, experimente olhar para o céu e abençoar o que Deus já colocou em suas mãos. Você verá que a unção de multiplicação vai se manifestar e você terá para o suficiente para você e para a multidão.
Jesus só pode alimentar a multidão por que alguém decidiu romper com o egoísmo, compartilhando sua refeição.


3) Terceiro problema é a Miséria
No evangelho de João no capítulo 6: 5-7, Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem?
Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer.
Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco. Esta resposta representa uma mente dominada pela miséria, uma mente que não consegue enxergar além, só consegue ver impossibilidade.
O espírito da miséria age desta forma cegando a visão para as coisas grandes e ocultas que o Senhor tem preparado para os que clamam.
Uma grande multidão esta vindo em tua direção e hoje a pergunta é direcionada a você? Jesus espera que você vença a miséria e alimente a multidão.



Conclusão:
Estes dias Deus deu um sonho a pastora, ela sonhou que pescava peixes grandes num rio extenso e os entregava aos cuidados das gerações. Cada geração tinha um tanque onde os peixes seriam cuidados e alimentados. Depois de um tempo a pastora resolveu retirar alguns peixes dos tanques de algumas gerações e para sua decepção a maioria dos peixes estavam magros, quase que impróprios para consumo.
Eu creio que este sonho é um alerta: precisamos alimentar os peixes que Senhor colocado aos nossos cuidados. Portanto vamos vencer a indiferença o egoísmo e a miséria e com responsabilidade, vamos aproveitar bem o tempo para consolidar e discipular nossos discípulos alimentando-os como o Senhor deseja.

You can leave a response, or trackback from your own site.
Powered by Blogger