Como dar Testemunho | Evangelismo

Texto: João capítulo 4

Quando o Senhor Jesus encontrou com a mulher samaritana ele demonstrou de maneira prática a forma mais eficiente de fazermos o evangelismo pessoal.
Vamos ver sete passos de como dar o nosso testemunho de maneira eficiente.

1. Faça contato com pessoas de fora - Jo. 4:1-6
Um dos motivos básicos de nossa ausência de frutos no evangelismo é porque não temos nenhum contato com não crentes.
Jesus foi chamado de amigo de publicamos e pecadores.
Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu. Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa.



Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores?
Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.
Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento. Lc. 5:27-32.
Não confunda separação do mundo com isolamento do mundo (Jo. 17:15; I Cor. 5:9-11).
Separação é a estratégia de Deus para a nossa santificação, mas o isolamento é a estratégia do diabo para impedir que contagiemos as pessoas com o santo vírus da vida de Deus.
A oração do Senhor foi clara: “não peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal’ (Jo. 17:15)”.

2. Estabeleça um ponto de interesse comum - Jo. 4:7
Se fôssemos Jesus talvez teríamos ido direto ao ponto dizendo: “por acaso você sabe quem eu sou?” Mas Jesus não fez isso, antes ele procurou um ponto de contato para estabelecer a conversa com ela.
Esse ponto de contato era algo em que ela estava interessada que era tirar água do poço.
 Lembre-se que o que as pessoas mais gostam de falar é sobre elas mesmas.
 Descubra os seus Hobbes.
 Use o que o outro está fazendo no momento como início de conversa.
 Não existe nada mais atraente que um elogio.

3. Desperte o interesse - Jo. 4:9-15
O Senhor Jesus despertou interesse na mulher de duas formas:

a) Por causa de sua atitude de vir e se interessar por ela. Nossa vida é como o sal.
Então, lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)? Jo. 4:9
 Ele como homem fala com uma mulher.
 Ele como judeu falando com uma samaritana.
 Ele um rabino falando com uma mulher de vida licenciosa.
A mulher se surpreendeu com a atitude de Jesus e isto chamou a sua atenção.
Precisamos entender que a nossa vida tem de ser como o sal que desperta sede nas pessoas ao nosso redor. A nossa paz interior e a serenidade diante das situações difíceis. A nossa santidade e o nosso contentamento com aquilo que temos. A nossa qualidade de vida e as nossas atitudes são coisas que atraem as pessoas.
Não precisamos ser perfeitos para testemunhar, mas é vital que não sejamos cheios de contradições. Uma estratégia do diabo é convencer-nos que não podemos testemunhar a ninguém acerca de Jesus enquanto não formos tão bonzinhos como o irmão gêmeo do anjo Gabriel.
Há mentira de que temos de ser perfeitos antes de falarmos tem feito muitos crentes se calarem.
De nada adianta as pessoas reconhecerem que o João e o José são excelentes pessoas se não ouvirem a mensagem do evangelho.

b. Lance uma isca
Isca é aquela situação ou assunto que nos permite lançar o assunto espiritual e assim apresentar o evangelho à pessoa.
Jesus lançou a isca fazendo uma pergunta enigmática:
Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Jo. 4:10
Normalmente a isca é aquilo que gera curiosidade na pessoa e estimula a conversa.
Não podemos despertar interesse, mas podemos descobrir aqueles que estão interessados. Não precisamos forçar para testemunhar para ninguém.
Devemos nos livrar da sensação de constrangimento e embaraço e passar a falar das coisas espirituais com naturalidade.
Quando testemunhamos devemos ficar tão à vontade e naturais em nosso tom de voz como quando comentamos a respeito do jogo da noite anterior, sobre as travessuras de nosso filho ou qualquer outra coisa.
Uma forma comum de iniciarmos uma conversa é fazendo perguntas. Elas são úteis porque nos permite sondar o interesse do outro. Podemos mencionar pelo menos três delas.
A primeira: “já que você falou em religião, você se interessa por assuntos espirituais?” Muitos dirão, sim, mas mesmo que ela responda não, podemos fazer-lhe uma segunda pergunta: “O que é para você um verdadeiro cristão?”.
Ele provavelmente listará uma série de coisas que o cristão faz como: ir à igreja, ler a Bíblia, esmolas, etc. Depois de sua resposta podemos concordar que um cristão faz estas coisas, mas em seguida salientamos que isso não é o que o verdadeiro cristão é. O cristão é aquele que mantém uma relação pessoal com uma pessoa viva: Jesus Cristo.
Se depois disso ele continuar mostrando interesse você fará a terceira pergunta: “você gostaria de tornar-se agora mesmo um verdadeiro cristão?”.
Uma outra forma de lançarmos a isca é apresentando o nosso testemunho pessoal. (Nós veremos na próxima reunião como testemunharmos efetivamente).

4. Não tente falar de toda a doutrina bíblica - Jo. 4:13-15
Prenda-se somente a aquilo que é importante e necessário para a pessoa naquele momento.
Muitos crentes se deixam levar por perguntas que desviam do ponto central como costumes, dízimo, etc.
O melhor é você apresentar Jesus de acordo com a necessidade da pessoa. Se é alguém cativo apresente-o como o libertador e assim por diante.
É possível apresentarmos o evangelho a alguém sem termos de expor-lhe toda a doutrina Bíblia. Usando um simples diagrama podemos explicar-lhe todo o plano de salvação em alguns minutos.

5. Não condene - Jo. 4:16-18
Existem muitas formas de condenarmos as pessoas. Pode ser por causa de uma atitude de desprezo a um convite que ele nos fez para tomar uma cerveja ou por comentários moralistas.
Nós somos rápidos em condenarmos atitudes e comportamentos porque tememos ser cúmplices do pecado. Mas não parece ser esta a atitude de Jesus. O Senhor jamais condenou, ele sempre tinha uma palavra de perdão e aceitação para com os pecadores.

6. Apegue-se ao ponto central - Jo. 4:19-20
A mulher quis logo saber onde era o lugar correto de adorar a Deus, mas Jesus não respondeu a sua pergunta. Ele se manteve no ponto central e então se revelou a ela como o Messias.
Não era o caso da pergunta da mulher ser descabida ou imprópria, mas ela desviava o Senhor do seu propósito de se apresentar a ela como o Messias.
As pessoas invariavelmente farão perguntas sobre igrejas, dízimos ou doutrinas, mas não devemos nos deixar desviar do ponto central que é Cristo.

7. Confronte a pessoa diretamente - Jo. 4:20-26
Uma vez que seguimos esses passos devemos confrontar a pessoa a respeito de uma decisão por Jesus Cristo.

Princípios práticos.
 Nunca discuta.
 Nunca fuja do ponto central.
 Não pregue religião, pregue o evangelho.
 Não faça comparação com outros grupos ou religiões.
 Não brinque, mas também não perca a sua naturalidade.
 Não se apresse.
 Use a Palavra, mas não precisa carregar a Bíblia consigo.
 Seja gentil.
 Demonstre real interesse.
 É melhor falar com os do seu próprio nível, tanto social quanto cultural.
 Exponha a uma pessoa de cada vez.
 Não condene e nem critique.
 Dependa do Espírito.
 Confronte as desculpas.
 Faça o apelo. A pessoa precisa se decidir a favor ou contra.
 Faça uma confissão com a pessoa.
 Tenha memorizado um modelo do plano de salvação.

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