Crucificando a Carne | Células - Estudos


Texto Base: Lucas: 9:23-26

Introdução: Todo ser humano tem um senso aguçado de auto-preservação, ninguém gosta nem de longe de pensar em sofrimento, perda, muito menos em morte. Mas se de fato queremos viver o Evangelho de Cristo precisamos considerar sobre estes assuntos. Pensar em servir a Jesus quando falamos em milagre, em bênção, em promessa é muito fácil. Precisamos estar abertos, para o fato de que servir a Jesus, também envolve renúncia e cruz.
Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”, em outras palavras: se alguém deseja ser meu discípulo, que se entregue por a mim e esteja disposto a enfrentar até a morte se for necessário.
Não podemos viver na ilusão e no fingimento. Ao mesmo tempo em que dizemos que entregamos nossa vida ao Senhorio de Cristo, queremos o controle. Ao mesmo tempo em que nos colocamos a disposição para servir ao Senhor, queremos direcionar como o serviço deve ser feito.

 
Os primeiros cristãos viveram sob ameaças de morte, mas ainda assim decidiram se entregar totalmente ao Senhorio de Cristo. Perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão e no partir do pão todo porque crucificaram seus desejos e vontades. Muitos por amor morreram literalmente. Deus nos cobra este mesmo nível de entrega.
Como igreja, precisamos tomar uma decisão hoje: sair da ilusão do controle da vida e colocar nossa vida inteiramente sob o Senhorio de Cristo. Há duas verdades fundamentais em Lucas: 9:23-26:

1ª - Negar-se a si mesmo e tomar a cruz não é uma opção - Se de fato Jesus é o Senhor da nossa vida então precisamos buscar alcançar o mesmo nível de vida que o apóstolo Paulo atingiu, há ponto de dizer: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim...”. (Gálatas 2:20).
Nos tempos onde ocorreram os fatos do novo testamento, todo condenado a morte deveria carregar sua própria cruz. Jesus carregou a sua até o Gólgota. Levar a cruz é admitir que estamos morrendo.
Infelizmente em nosso meio ainda ouvimos expressão do tipo: eu estou ferido, eu estou magoado, fulano me humilhou, ninguém me da valor, eu trabalho tanto e ninguém vê. Isto demonstra que estamos longe da cruz, por quem está crucificado, está morto e quem está morto não vê, não ouve, não cheira, não sente.
Enquanto houver argumento é por que há vida na carne. Nosso alvo tem que ser a cruz.

2ª - Quando não há entrega se paga um preço alto
Parece contra-senso, mas qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e qualquer que, por amor a Jesus, perder a sua vida, a salvará. Na crucificação de Jesus, João foi o único discípulo que permaneceu perto, desde o sinédrio até a crucificação (João 19.26-27), os outros discípulos se esconderam. João, também, foi o primeiro a crer na ressurreição de Cristo (João 20.1-10).
Pedro mesmo tendo dito que não negaria Jesus, mesmo tendo levantado a espada para “defender Jesus” cortando a orelha direita do servo do sumo sacerdote que foi prender Jesus (João 18:10), o negou.
É interessante que todos os apóstolos, aqueles que quiseram salvar suas vidas, tiveram um fim trágico, menos João. João teve morte natural, com idade de 100 anos. João foi o único que não passou por martírio, todos os outros morreram tragicamente. Por que quem tenta se salvar perde, quem se entrega se salva.

Conclusão: Precisamos correr hoje mesmo para a cruz, não há escolha.
Em Galátas 5:19-21 há uma relação de obras produzidas pela carne e precisamos pô-las na cruz.
Jesus te pergunta hoje: o que te aproveita ganhar o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?

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